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Economia e Empreender

Empreendedor de Minas cria bebida pronta com mexerica e amplia mercado além do Carnaval

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O empreendedor mineiro Christian Maciera lançou, em 2025, a bebida pronta Mexe Mexe, feita à base de mexerica com água tônica, como parte da estratégia da marca Hogdidi para ampliar o consumo ao longo do ano e reduzir a dependência de produtos sazonais, com distribuição na Região Metropolitana de Belo Horizonte, além de São Paulo e Rio de Janeiro.

A trajetória da empresa começou em 2016, quando Paula, esposa e sócia de Christian, produziu um antepasto de berinjela inspirado em receita da bisavó conhecida como “Didi”, nome que mais tarde daria origem à marca. O produto teve aceitação entre amigos e motivou a ampliação da produção caseira, que passou a incluir geleias e petiscos. Em 2019, o negócio foi formalizado, mas o aumento dos custos de insumos, embalagens de vidro e mão de obra levou a empresa a rever o portfólio e buscar alternativas para manter a viabilidade financeira.

Nesse contexto, surgiu o molho de mexerica, produzido com 100% da fruta adquirida de produtores de Belo Vale, em Minas Gerais. Segundo o empreendedor, a escolha da matéria-prima combinou estratégia comercial e identidade regional. “A mexerica carrega memória afetiva. Remete ao quintal da ‘casa de vó’, ao aroma e ao sabor marcantes”, afirmou Christian . O produto passou a ser envasado em embalagem plástica biodegradável.

A busca por redução de desperdício levou ao aproveitamento das cascas da fruta, o que resultou na criação do licor de mexerica. A aceitação do novo item abriu espaço para expansão da linha e estimulou a empresa a investir em novos formatos de consumo.

Em 2025, diante da possibilidade de envase exclusivamente em lata, a Hogdidi desenvolveu a Mexe Mexe, classificada como bebida pronta para consumo (Ready To Drink – RTD). O lançamento ocorreu em junho e, em menos de um ano, o produto passou a integrar a estratégia de ampliação de mercado da empresa . De acordo com Christian, a proposta foi romper com a lógica de produtos restritos ao período carnavalesco. “O nome remete tanto à fruta quanto ao convite para se movimentar, celebrar e compartilhar. Desde o início, a bebida foi pensada para ir além do Carnaval, rompendo com a lógica de produtos estritamente sazonais”, explicou.

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Estudo realizado pela própria empresa apontou que o consumo de bebidas associadas ao Carnaval se concentra em poucos dias do ano. A partir dessa análise, a marca estruturou ações de degustação durante a festa, firmou parcerias com empórios e passou a planejar campanhas para outros períodos de maior demanda, como a Copa do Mundo, que também movimenta o setor por semanas.

A expansão ocorre em um cenário de crescimento do mercado de bebidas prontas. Segundo o Sindicato das Indústrias de Cerveja e Bebidas em Geral do Estado de Minas Gerais (SindBebidas-MG), a expectativa é de aumento de 9% no volume de vendas durante o Carnaval de 2026, impulsionado principalmente pelas bebidas prontas para consumo.

A empresa também participou de programas do Sebrae Minas, como o Origem Minas, Move+, Sebrae Delas e Prepara Gastronomia. Christian afirmou que a participação no Origem Minas ampliou a visibilidade da marca e possibilitou acesso a novos mercados, citando como marco a Semana Internacional do Café, quando a empresa registrou o maior volume de vendas no estande do programa.

Para os próximos anos, a Hogdidi pretende ampliar a produção da Mexe Mexe, investir no licor e desenvolver versões sem álcool e zero calorias, acompanhando a diversificação do setor. A meta é consolidar a bebida ao longo de todo o ano e alcançar redes de distribuição de maior porte.

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Economia e Empreender

Sebrae lança e-book com orientações para pequenos negócios aumentarem faturamento no Carnaval

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O Sebrae lançou um e-book com orientações para microempreendedores individuais (MEIs), microempresas e empresas de pequeno porte ampliarem o faturamento durante o Carnaval, com sugestões de produtos e serviços voltados a diferentes perfis de consumidores e setores como turismo, beleza, alimentação e bebidas.

A publicação parte do entendimento de que a maior festa popular do país representa uma oportunidade de incremento nas vendas e de teste de novos modelos de atuação para pequenos negócios . O material reúne estratégias segmentadas conforme faixa etária e comportamento do público, orientando empreendedores a adaptarem ofertas e comunicação.

Para as gerações Alpha, formadas por nascidos entre 2010 e 2024, e Beta, a partir de 2025, o guia indica foco em fantasias infantis confortáveis e seguras, eventos familiares e oficinas criativas, além de alimentação adaptada e produtos temáticos voltados ao público pet e familiar. A proposta considera a presença de famílias em blocos e eventos diurnos, ampliando o leque de consumo além dos foliões tradicionais.

No caso da Geração Z, composta por jovens de até 28 anos, o e-book destaca a busca por experiências visuais e compartilháveis, com valorização de autenticidade, diversidade e estética autoral. Entre as oportunidades apontadas estão fantasias criativas e acessíveis, maquiagens artísticas com uso de materiais biodegradáveis, eventos alternativos e ativações digitais, além de comunicação por meio de vídeos curtos nas redes sociais.

Para os millennials, entre 29 e 44 anos, a orientação é combinar diversão com praticidade. O material sugere investimento em eventos temáticos estruturados, experiências gastronômicas, produtos reutilizáveis e serviços que facilitem a logística, como kits, combos e reservas . Já para a Geração X, de 45 a 59 anos, o guia recomenda pacotes turísticos e culturais, eventos tradicionais, alimentação e soluções de transporte que priorizem organização e conveniência.

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Entre os consumidores com mais de 60 anos, classificados como baby boomers, o documento aponta a relação da folia com memória, tradição e convívio social. Nesse segmento, ganham espaço eventos culturais, matinês, roteiros históricos, atendimento personalizado e iniciativas que garantam acessibilidade e conforto.

Ao estruturar as recomendações por geração, o Sebrae busca orientar empreendedores a adequar portfólio, atendimento e canais de divulgação conforme o perfil do público. A expectativa é que o planejamento antecipado permita ampliar receitas, reduzir desperdícios e aproveitar o fluxo de consumidores gerado pelo Carnaval em diferentes regiões do país.

O material está disponível gratuitamente no Portal Sebrae e pode ser acessado por empreendedores interessados em ajustar seus negócios ao calendário festivo.

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Sebrae orienta MEI sobre como vender para órgãos públicos pelo Contrata+Brasil

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O Sebrae passou a oferecer orientações específicas para microempreendedores individuais que desejam prestar serviços a órgãos públicos por meio da plataforma Contrata+Brasil, lançada em fevereiro de 2025 pelo governo federal como um ambiente de comércio eletrônico público que permite a contratação direta de MEIs sem licitação formal.

A iniciativa tem como objetivo ampliar o acesso de pequenos negócios às compras governamentais, com foco na execução de serviços de manutenção e pequenos reparos. A plataforma reúne 47 tipos de serviços, entre eles pintura, alvenaria e carpintaria, e foi estruturada para permitir que órgãos públicos encontrem fornecedores de forma direta, com procedimentos simplificados.

De acordo com o coordenador nacional de compras públicas e acesso a crédito do programa Cidade Empreendedora, Hudson Costa, as possibilidades da ferramenta foram ampliadas no fim de 2025. “Em novembro do ano passado foi disponibilizada a possibilidade de aquisição de alimentos com recursos do PAA (Programa de Aquisições de Alimentos), incluindo produtos da agricultura familiar. Nesse segmento, podem participar cooperativas, associações, agricultores familiares, supermercados e empresas que vendem alimentos. Isso amplia a possibilidade de participação das MPEs”, afirmou.

Para preparar os interessados, o Sebrae disponibiliza o curso “Contrata Mais Brasil na prática: guia para o MEI”, que apresenta o funcionamento da plataforma, os requisitos de acesso e o passo a passo para o envio de propostas. O curso é gratuito, oferece certificado digital com verificação de autenticidade e integra o conjunto de conteúdos do Portal Sebrae. A instituição também mantém duas cartilhas complementares, uma com orientações resumidas e outra voltada à formação de preços dentro da plataforma.

A expansão do Contrata+Brasil inclui a entrada do Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE), permitindo que escolas públicas realizem contratações de serviços de manutenção e pequenos reparos por meio do sistema. Para 2026, está prevista a integração do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), o que deve viabilizar compras destinadas à merenda escolar na mesma plataforma.

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Atualmente, o Contrata+Brasil reúne cerca de 1,2 mil órgãos públicos e mais de 7,8 mil profissionais cadastrados. Segundo dados divulgados, a ferramenta já viabilizou o pagamento de mais de R$ 13 milhões a fornecedores, com impacto direto na circulação de recursos nas cidades brasileiras.

A oferta de capacitação e materiais de apoio ocorre em um contexto de ampliação do número de microempreendedores no país. O acesso às compras públicas é apontado como alternativa de geração de receita e formalização de contratos para os 12,6 milhões de profissionais enquadrados como MEI, público atendido por aplicativos, cursos, mentorias e conteúdos do Sebrae.

Com a ampliação de programas integrados e a inclusão de novas modalidades de compra, a expectativa é que a plataforma fortaleça a participação de pequenos negócios nas contratações governamentais, ampliando o alcance das políticas de compras públicas e estimulando a economia local por meio da formalização de serviços e fornecimentos.

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Programa do Governo do Acre vai qualificar 40 empresas para atuar na importação

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O Governo do Acre anunciou, em 6 de fevereiro de 2026, a criação de um programa voltado à formação de 40 micro e pequenas empresas para atuação na importação, com foco na ampliação do comércio exterior e no fortalecimento da economia estadual. A iniciativa é coordenada pela Secretaria de Estado de Indústria, Ciência e Tecnologia (Seict), em parceria com a Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Acre (Federacre), e foi apresentada a representantes de associações comerciais de diferentes municípios.

A proposta prevê capacitação técnica e acompanhamento para que os participantes realizem sua primeira operação de importação, com orientação desde a negociação internacional até os procedimentos legais e aduaneiros. Segundo o secretário Assurbanípal Mesquita, a intenção é oferecer experiência prática aos empresários. “A meta é qualificar 40 empresas importadoras, realizando desde a capacitação até a importação efetiva. Queremos proporcionar ao empresário a experiência real da sua primeira operação, para que ele possa transformar isso em um novo negócio”, afirmou.

O programa inclui assessoria especializada e a possibilidade de uso de contêiner compartilhado, modelo que permite dividir custos logísticos entre as empresas e reduzir o investimento inicial necessário para entrada no mercado internacional . A estratégia busca facilitar o acesso de empreendedores do interior a informações técnicas e instrumentos operacionais ligados ao comércio exterior.

Para a presidente da Associação Comercial, Industrial, de Serviço e Agrícola (Acisa), Patrícia Dossa, a capacitação pode ampliar a competitividade das empresas locais. “Aprender a importar e, depois, conseguir andar com as próprias pernas vai fazer muita diferença. Adquirir produtos diretamente do mercado internacional amplia competitividade e reduz custos”, declarou.

O diretor de Projetos da Federacre, Clóvis Console, afirmou que a formação de grupos de importadores poderá estimular compras conjuntas e fortalecer o mercado local. “A formação de grupos de importadores permitirá compras mais competitivas e fortalecerá a economia local. Trazer dinheiro novo para o Acre, por meio do comércio exterior, é uma estratégia que vai impactar diretamente na vida da nossa população”, disse.

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Na avaliação da presidente da Associação Comercial e Empresarial de Acrelândia (Aceac), Daiane Figueiredo, a ação reforça a necessidade de investimento no empresariado. “Se você não investe no empresário, não tem resultado. Essa é uma oportunidade de crescermos juntos, iniciativa privada e poder público”, afirmou.

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